Bruna Sofistinha

conto 1

Estava vestida no meu melhor maio. A impressão é que ele foi feito para mim, contorna meu corpo quase tão bem quanto um amante, aquele caimento que mostra menos do que parece. Maio mais fatal que a própria nudez.

Com tanta segurança com meu corpo, vou caminhando na areia e apostando comigo mesma quantos pescoços eu virei. Sempre ganho!

Mas quando o vi, fiquei envergonhada! Não quero dar tanto sabor agora. Eu sei o efeito que imaginar o que eu não estou mostrando vai causar. Estou gostando ainda desse personagem mais polido, gosto de apreciar indo do gatinho de apartamento até chegar no leão que vai me devorar.

Mas já decidi. Vou mergulhar, me secar e vestir o shorts para ele sentir que devia ter chegado um pouco mais cedo.

Eu sei, eu sei, mas não pense que eu estou desfazendo dele, diminuindo-o, mas eu realmente não gosto muito dos assuntos dele, mas adoro que ele sempre encontra um jeito de colocar uma piada. Eu fico ouvindo seu devaneio juvenil para me impressionar, mas fico com cara feliz esperando a piada. As vezes me vejo sexualmente meritocrática, premiar mais a tentativa do que a substância. Resta saber o quanto estou disposta a me enganar.

Tudo que eu quero é alguém que não me quer, eu sempre ouço isso. Talvez eu quero alguém que me quer muito mas finge que não. Será que eu gosto de jogar ? Não sei. Acho que é por isso que fico me aproveitando dos donos desses corpos lindos.

Acho que vou mergulhar de novo para poder tirar o shorts, cansei do pet.