<rss version="2.0"><channel><title>Veda Vitão</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao</link><description></description><item><title>Quando eu fui quase famoso</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/quando-eu-fui-quase-famoso</link><description>&lt;p&gt;Lá vem história. Quando vivi no monastério, era um lugar muito rudimentar. Fica nas serras de minas gerais, um inverno muito muito frio e tomávamos banho frio na madrugada, por volta das 3h da manhã. Lugar realmente de prática, meditação. Zero conforto. Assim como o lugar nós éramos rudimentares, mas assim como a prática espiritual que parece dura mas te cura, assim éramos nós. Muita piada, deboche e desprezo do mundo material mas muito aconchego humano, espiritual, compaixão. Qualquer um que precisava de um lugar era bem recebido e não precisava seguir nossa rotina maluca. Bem único era a fazenda.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Com este humor curioso muita gente ficava queimada conosco, nós achando sem coração, grosseiros. Achavam que fazíamos maldade em falar as coisas, tinham muita fama de queimar os aspirantes a devotos. Raramente alguém vinha aqui por muito tempo e saía sem nenhuma questão conosco.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Neste ambiente morava 1 mestre espiritual, 10 monges e 1 monja. E sempre tinham simpatizantes, curiosos e viajantes por aqui. Um dia tinha uma voluntária que dava aulas de yoga, e essas aulas de yoga eram feitas no quarto masculino, que era o lugar onde também todos comíamos juntos, como se fosse um centro de convivência em horas determinadas, nos outros momentos era nosso quarto. E essa moça do yoga também era artista e nosso Mestre espiritual pediu para ela pintar um desenho no lugar onde tinha yoga para inspirar as pessoas. E pasmem, ela decidiu desenhar uma mulher nua fazendo yoga e com as vergonhas escondidas com uma folha. Até hoje eu não entendo como alguém tem a ideia de desenhar uma mulher nua no quarto de 11 monges celibatários de 20 poucos anos lutando contra a sexualidade natural. Foi uma loucura, debochamos demais, e eu falei com nosso mestre espiritual:&lt;/p&gt;&#xA;&lt;ul&gt;&#xA;&lt;li&gt;Maharaj (o mestre espiritual) to perturbado com isso, vamos apagar. Maharaj responde - Mas Prema (eu) ela vai se queimar, ela acabou de fazer o desenho, e ta muito bem feito. Eu respondi - Mas ela vai se queimar de qualquer jeito, melhor que seja por um motivo pelo menos.&lt;/li&gt;&#xA;&lt;/ul&gt;&#xA;&lt;p&gt;Rimos muito da situação, com o tempo apagamos o desenho, Maharaj com todo tado conversou com ela e ela entendeu e deu tudo certo. Ela acabou até se casando com um devoto, se iniciou e tudo mais.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Ai eu vou embora da fazenda, também me caso, separo, vivo minha vida, me desconecto do monastério e tudo mais. Ai mais de 11 anos depois eu volto aqui e descubro que isso virou um jargão da fazenda e todo mundo aqui me conhece por causa dessa frase.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Pessoas que eu nunca vi na vida falam &amp;quot;você que é o Premaphala que falou vai queimar de qualquer jeito&amp;quot;.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Com certeza foi uma das melhores coisas que eu fiz na vida, me tornar famoso em um local sagrado de prática espiritual. De todo mundo que morou comigo na fazenda, 11 anos depois ainda mora nosso mestre espiritual e 1 dos monges de casou e construiu uma casa aqui, de resto todo mundo é novo, mas todos falam &amp;quot;ah, vai queimar de qualquer jeito&amp;quot;. Mesmo agora tendo banho quente, frutas, famílias, crianças morando ao redor do monastério, nós ainda somos famosos por queimar as pessoas.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Tem mais duas histórias que me deixou ainda mais famoso aqui, mas eu conto numa próxima&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 12:01:47 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/quando-eu-fui-quase-famoso</guid></item><item><title>Liberdade</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/liberdade</link><description>&lt;p&gt;Liberdade é fazer aquilo que não queremos fazer. Caso contrario somos escravos de nós mesmos.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;A única liberdade real é fazer o que precisa ser feito, independente da nossa mente, bagagem, desejo, vontade. Ser realmente livre é liberar-se de si&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Mon, 13 Jul 2026 13:32:08 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/liberdade</guid></item><item><title>Mais polemico que mamilos</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/mais-polemico-que-mamilos</link><description>&lt;p&gt;Caminhando nas ruas paulistas, na minha frente tinha um casal de homens enormes de fortes. Ambos andando lado a lado ocupando a calçada inteira em ritmo de passeio. Atrás deles vinha uma fila de pessoas, algumas nitidamente com pressa e tentando ultrapassar sem ser indelicado, mas a animação do casal e o tráfego intenso na rua não permitia.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Somos obrigados a ser plenamente conscientes da abstração da sexualidade alheia, mas ninguém nos ensinou a ser consciência da concretude do espaço que ocupamos no mundo. Isso não tem a ver com a sexualidade de ninguém, mas com a consciência. Estamos forçando o final de uma trajetória, mas o princípio não existe.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Antes de dialogarmos sobre todas as letras de um enorme acrônimo precisamos falar sobre humanidades, cidadania, gentileza, tato. Pulamos etapas, criminalizam o final de um processo.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;A ideia não é regredir, mas abrir diálogo sobre o quanto eu exijo da sociedade em comparação ao que eu entrego pra ela. A saúde da família/sociedade vale o preço da publicação e reconhecimento dos meus fetiches ?&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 13:44:47 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/mais-polemico-que-mamilos</guid></item><item><title>Cigarro de artista</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/cigarro-de-artista</link><description>&lt;p&gt;Meu Guru diz que maconha acaba com a fé. Eu, como um bom e velho usuário, sempre fingi não entender, nunca levei muito a sério. Mas parei para pensar e realmente ele tem um ponto importante.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Não estou falando em casos médicos, em que o uso é para lidar melhor com um sintoma real. Mas, no caso nosso, de falsa ansiedade, diversão, tédio...&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Olha, a fé, enquanto uma dimensão humana, precisa repousar em algo. Vemos casos clássicos e relativamente fáceis de ver é gente materialista, que engana, rouba, desvia dos menos favorecidos somente para o desfrute material e acúmulo. Aí é fácil de ver.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas em nós, que nos colocamos como progressistas, abraçamos as diferenças, boa índole, independentes. Pff, óbvio que eu repouso minha fé em algo incrível que eu inventei, o Power Ranger da devoção, cabe onde cabem todos meus desvios, mas conversa fluentemente com católicos, budistas, xamãs. Minha fé é sólida: eu vou fumar maconha, tomar umas, transar loucamente e, de segundo em segundo, eu procuro o resultado da telesena das mídias sociais. E eu gosto de ler sobre zenbudismo no uber indo para o bar.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas não. Realmente a maconha, o álcool, a promiscuidade... Tudo isso acaba com a fé, porque a fé é existir naquilo que acreditamos. Fé é ler a Bíblia e tentar seguir Jesus, tentar mesmo. Fé é acordar cedo, fazer esporte para manter a saúde perfeita. Não gerar lixo. Ser gentil E além disso praticar minha religião.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Jay Gurudeva&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Tue, 12 May 2026 21:10:42 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/cigarro-de-artista</guid></item><item><title>Abstração de poder</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/abstracao-de-poder</link><description>&lt;p&gt;O poder é um lugar abstrato que vai ser ocupado. Sim, e este lugar está em todos os lugares, está no estado, está no colégio, no grupo de amigos. A natureza da vida ocupa o poder. Desde o leão inconscientemente e aqueles com má índole de forma deliberada. Entre esses dois pontos é praticamente infinito.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas o lugar mais impressionante deste efeito é a nossa mente. Quem está no poder dela? Quanto nós nos permitimos ser coagidos por ideias, pensamentos, medos, emoções... E assim, perdemos o poder sobre nós mesmos.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Claro que é muito mais fácil enxergar isso nos outros ou em criminosos. Mas, com olhar atento, quem de nós não comete crimes contra si mesmo, abusando de substâncias, expondo-se a doenças, evitando exercícios, desprezando a leitura?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Quem está no poder dentro de nós?&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Tue, 12 May 2026 15:56:36 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/abstracao-de-poder</guid></item><item><title>Corredores em silêncio</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/corredores-em-silencio</link><description>&lt;p&gt;Eu gosto de sofrer. Pelo menos eu acho que gosto. Não aquele sofrimento azedo e sem graça de correr atrás de alguém que não me quer, acreditar que trabalhando vou ficar rico, acreditar que o pedreiro vai entregar no prazo ou que o chefe vai valorizar o meu trabalho. Na verdade, nem aceito isso como sofrimento; isso é somente ignorância da mais baixa classe. Quando eu falo que gosto de sofrer, estou dizendo que, no lugar de passar a vida fugindo de mim, procurando diversões, amigos, festas, eu decidi sentar e aceitar que a vida é o sofrimento.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Sim, eu sei, isso pode parecer um absurdo. Hoje tá fácil pegar o dinheiro e ir para a Tailândia, fumar maconha e conhecer um monte de gente; tá fácil sair à noite, fingir ser descolado e ter sexo amargo; milhões de horas disponíveis no streaming, games. Eu sei. Mas assim, imagina passar a vida inteira, inteirinha, precisando disso. Sem conseguir solitariamente sentar, relaxar e existir. Imagina estar confortável e não ser produtivo, em não estar disponível, olhando realisticamente para o que substâncias fazem conosco e entendendo que decisões tomadas sob esses efeitos nunca trarão satisfação; no dia seguinte sempre será um arrependimento.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Talvez eu tenha mesmo decidido ser sincero. Cortar o romantismo do olhar. Simples, cru e direto: eu não aprendi a usar meu corpo, minha mente, meus sentimentos. Não aprendi. Ou seja, estou sentado no cockpit de um avião voando. Fim.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Sim, eu poderia acabar aqui, mas se você está lá em pleno voo, você vai precisar ler os botões e tentar entender esse manual. Qual o resultado? Você precisa gostar de sofrer, você precisa pegar o gosto de olhar que o avião está caindo, vamos morrer.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Sim, eu gosto de rir, sim, eu acho as flores lindas e o jardim em casa. E não só as flores, o mundo e a existência são lindos. Tudo bem, mas, mesmo existindo manga e uva brotando do nada, mesmo com arco-íris, aviões, mulheres, mesmo com tudo isso à disposição, eu reconheço o prazer de tudo isso. Mesmo assim eu não consigo ver outra alternativa além de existir, mas, em vez de achar que coisas me farão feliz, eu vou sofrer até encontrar paz.&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Fri, 08 May 2026 21:25:19 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/corredores-em-silencio</guid></item><item><title>RE: cruz credo</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/re-cruz-credo</link><description>&lt;p&gt;Mas será que não somos sempre os mesmos fungindo de nós com festas, amigos, drogas, filmes, relações.... No final, se eu não fugisse de mim não tentaria solucionar tudo pelo lado de fora.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;...&lt;/p&gt;&#xA;&lt;blockquote&gt;&#xA;&lt;ol start=&#34;3&#34;&gt;&#xA;&lt;li&gt;&#xA;&lt;p&gt;Que proveito  /  para o homem De todo o seu afã  // fadiga de afazeres  /  sob o sol&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/li&gt;&#xA;&lt;li&gt;&#xA;&lt;p&gt;Geração-que-vai  /  e geração-que-vem  // e a terra  /  durando para sempre&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/li&gt;&#xA;&lt;li&gt;&#xA;&lt;p&gt;E o sol desponta  /  o sol se põe  /// E ao mesmo ponto  // aspira  /  de onde ele reponta&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/li&gt;&#xA;&lt;li&gt;&#xA;&lt;p&gt;Vai  /  rumo ao sul  // e volve  /  rumo ao norte  /// Volve revolve  / o vento vai // e às voltas revôlto  /  o vento volta&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/li&gt;&#xA;&lt;li&gt;&#xA;&lt;p&gt;Todos os rios  / correm para o mar  // e o mar  /  não replena  /// Ao lugar  /  onde os rios  /  acorrem  // para lá  /  de novo  / correm&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/li&gt;&#xA;&lt;li&gt;&#xA;&lt;p&gt;Tudo tédio palavras  // como dizê-lo  /  em palavras  /// O olho não se sacia  /  de ver  // e o ouvido não se satura  /  de ouvir&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/li&gt;&#xA;&lt;li&gt;&#xA;&lt;p&gt;Aquilo que já foi  /  é aquilo que será  // e aquilo que foi feito  //  aquilo se fará  /// E não há nada novo  /  sob o sol&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/li&gt;&#xA;&lt;li&gt;&#xA;&lt;p&gt;Vê-se algo  /  se diz eis  /  o novo  /// Já foi  /  era outrora  // fora antes de nós  /  noutras eras&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/li&gt;&#xA;&lt;li&gt;&#xA;&lt;p&gt;Nenhum memento  /  dos primeiros vivos  /// E também dos vindouros  /  daqueles por vir? deles não ficará  /  memória  // junto aos pós-vindos  /  que depois virão&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/li&gt;&#xA;&lt;/ol&gt;&#xA;&lt;p&gt;---- Eclesiastes&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/blockquote&gt;&#xA;</description><pubDate>Tue, 05 May 2026 18:23:53 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/re-cruz-credo</guid></item><item><title>Harmonista v2</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/harmonista-v2</link><description>&lt;p&gt;O harmonista deu uma evoluída. Mesmo melhorando o layout, ele ficou menor e mais rápido Melhorei o código, melhorei a aparência Mais leve, seguro e funcional.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Corri a parte que mostra as visitas de páginas também.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;O que achou?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;E, para o futuro, estou fazendo, junto do lugar para escrever, um lugar para ler. Vou integrar um leitor de RSS com uma função de &amp;quot;enviar para meu Kindle&amp;quot; de forma agendada. Assim, eu posso ou entrar aqui ou diariamente receber o &amp;quot;jornal dos feeds&amp;quot;.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Isso me fez pensar: o que você faz nas horas vagas?&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Tue, 05 May 2026 18:17:51 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/harmonista-v2</guid></item><item><title>Plural</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/plural</link><description>&lt;p&gt;Sim, vai parecer papo de tiozão saudosista com a camisa do Santos falando do Pelé, mas infelizmente nao o é. Antes fosse um problema saudosista &amp;quot;ah como era gostoso&amp;quot;.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;O mundo deixou de ser plural, estamos exigindo que a pluralidade deixe de acontecer. Dá para entender as dores humanas e a criação de termos como identitarismo, minorias, feminismo etc. É uma forma bem sistemática de dividir e separar a sociedade, mas o pior disso é: transformarmos na representação de 1 todo.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Como que um gênero não quer ser discriminado visto que existem óbvias diferenças. Nosso corpo, nosso metabolismo é outro, nossa construção social, física, mental é outra. Não dá para olhar e ver o mesmo.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Se alguém fica mais velho, essa pessoa tem características, assim como os jovens. Toda parte repulsiva do jovem é compreendida porque ele tem frescor e juventude. Toda a falta de juventude de um velho deve ser compreendida porque ele trocou isso por experiência.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Se eu decidi tomar uma decisão diferente da que a sociedade na totalidade tomou, isso não deve ser normalizado. Faz parte do equilíbrio social colocar um PESO maior naquilo que DESTROI a sociedade. Viver como um nômade deve ser mais difícil do que viver sedentário, senão as cidades acabam. Ter muitos parceiros TEM que ser caro se não se destrói a família. Ter liberdade de escolha DEVE ser caro, senão somos somente manipulados pela propaganda.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;É muito interessante ver que o mundo se tornou tão populoso que precisamos, de certa maneira, de signos. Se uma mulher me traiu, a feminilidade é ruim. Se um homem foi violento, a masculinidade é tóxica. Não faz sentido, somos humanos. Gênero, cor, opção sexual, religião.... Qualquer escolha na vida é individual e eu não devo ser julgado ou visto como um representante de algo. Cadê a pluralidade?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;E você, é um ser ou representa uma espécie?&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 16:11:09 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/plural</guid></item><item><title>Maharaj</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/maharaj</link><description>&lt;p&gt;No sanscrito as mesmas usa a mesma palavra para &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Imperador&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Renunciante&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. São extremos opostos, um é o dono de tudo e o outro definitivamente nao tem nada.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas aprofundando o olhar vemos que ambos precisam ser iguais. Nenhum dos dois tem nada maos ao mesmo tempo tem tudo. É exatamente o mesmo peso, a mesma medida.&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 18:26:49 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/maharaj</guid></item><item><title>Grêmio</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/gremio</link><description>&lt;p&gt;O mundo antigo, pelo menos parece, olhando daqui, que eles sempre se reuniram por &amp;quot;interesses&amp;quot; em comum, ou naturezas. Se pensarmos na Europa da Idade Média e aqueles reinos todos, vamos ter a ideia de guilda, que me parece a raiz para a palavra &amp;quot;grêmio&amp;quot; de associação estudantil, mas, orações subordinadas à parte, sempre nos reunimos por interesses.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;E agora, pelo que nos reunimos?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;polarização política e lugares com álcool Ambos para esquecer que eu não faço parte de lá, mas têm algo em comum.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;As guildas viraram coisas de gente esquisita. Guilda de RPG, nerd, BDSM, excluídos... os antigos LGBT que deixaram de ser guilda e pasteurizaram-se na sociedade.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;A dor é que não deixamos de nos reunir pela variedade de guildas, mas pelo desinteresse em tudo aquilo que não é capital.&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Mon, 30 Mar 2026 12:47:55 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/gremio</guid></item><item><title>O que é realidade ?</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/o-que-e-realidade</link><description>&lt;p&gt;Que pergunta de gente chapada. Mas, ainda assim, é uma pergunta muito interessante: o que é a realidade?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Temos a impressão que a realidade está sempre disponível, e de certa forma está, mas eu estou &amp;quot;disponível&amp;quot; para a realidade?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Ponto principal: Nossos sentidos, nossa mente, nossa percepção são falhos. Simples assim, nossa inferência, nossa conclusão lógica de uma mente imperfeita baseada em sentidos imperfeitos torna a realidade algo praticamente inacessível.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Um ponto secundário, porém tão grande quanto o principal: Temos coragem de ser sinceros para aceitar a realidade? Ou eu prefiro contar a mim mesmo histórias que se sobrepõem à realidade? Parece, assim como a realidade, que ser sincero está disponível, mas a sinceridade também é algo conquistado. E para acessar a realidade precisamos, antes, conquistar a sinceridade.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;E aí surge a pergunta: do que você está falando, eu sou super sincero? Duvido! Duvido demais. Duvido que você julgue com o mesmo peso você e o outro em todas as situações. Duvido que você não justifique atos terríveis com histórias bonitas. Duvido! Duvido que você consiga dar a mesma sentença justa para um desconhecido e para sua mãe. Duvido que você consiga ser sincero de verdade todas as vezes. Duvido de mim e de todos.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Logo, o que é realidade?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;É tudo aquilo que existe antes de ser modificado pelo meu ego, mente, sentidos, inferência. Ou seja, a realidade acontece quando eu paro de especular mentalmente, controlo meus sentidos, minha mente. Ganho consciência plena do meu Ego indissolúvel, percebo as coisas ao meu redor, subtraio as opiniões do Ego e, assim, num estado meditativo, podemos nos aproximar da realidade.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;E nós dando ouvidos aos &amp;quot;sincerões&amp;quot; das mídias.&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Tue, 24 Mar 2026 14:54:32 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/o-que-e-realidade</guid></item><item><title>Bunda mole</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/bunda-mole</link><description>&lt;p&gt;Os jargões e gírias acompanham a mentalidade e os valores da sociedade ao redor. Eu cresci com a ideia de não poder ser um &amp;quot;bunda mole&amp;quot;. Porque ter bunda mole é uma característica ruim e nada tem a ver com os glúteos, mas a moleza do traseiro tem a ver com a ideia de ter coragem. Mas não a coragem de pular de paraquedas, ninguém é bunda mole por não pular de paraquedas, mas coragem de fazer o que precisa ser feito. O cara era um bunda mole porque não tinha coragem de assumir um filho, não conseguiu dizer o que precisava ser dito, ou fazer o que precisava ser feito... por moleza. Bunda mole não é quem se esforça e não consegue, mas aquele que nem faz.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;E perdemos o conceito, deixou de fazer sentido. Os insultos se tornaram genéricos e padrão para não ser cancelado. Nos contentamos com &amp;quot;filho da puta do caralho&amp;quot;. Ouso dizer que até o forte &amp;quot;pau no cu&amp;quot; está próximo à extinção, sendo pau no cu um padrão natural que temos que conviver diariamente.&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Mon, 09 Mar 2026 17:27:32 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/bunda-mole</guid></item><item><title>Néctar escondido</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/nectar-escondido</link><description>&lt;p&gt;Estou há um tempão tentando escrever sobre o Bhajan &amp;quot;Kali Kukkura&amp;quot;. Uma música muito, muito linda que costumávamos cantar no monastério todos os dias de manhã, mas depois mudamos o repertório e paramos de cantar. Mas sempre que eu tento abordar o assunto em texto eu percebo que não é algo acessível a todo mundo. Ou melhor, é muito pouco acessível, apesar de estar aí, publicamente exposto, mas só uma vivência do universo te faz entender.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Nessa minha jornada de abordar as poesias da música, tentei fazer tradução, mas ficou chato. Tentei explicar e foi quando eu percebi a diferença.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;O Bhajan glorifica o &amp;quot;Filho da Mãe Sati&amp;quot; que é um avatar específico de Krishna como &amp;quot;aquele que nos protege dos medos e hipocrisias da era de Kali&amp;quot;. Mas até aí beleza, dá para entender um pouco. Mas para glorificar Mahaprabhu, o filho de Sati, ele fala &amp;quot;gadādhara-mādana&amp;quot;, que em tradução livre quer dizer &amp;quot;Ele (o filho da Mãe Sati) enlouqueceu Gadhadara (uma pessoa)&amp;quot;. Você pode até saber sânscrito, pode até entender o que está escrito, mas para ver a beleza disso você precisa estar imerso na cultura.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Imagina, todos os dias nós vemos Deus nas coisas, nos objetos, nas pessoas, mas de fato nós não enxergamos Deus, enxergamos objetos, pessoas e as sensações que isso nos causa. Quando Deus apareceu como o Filho de Mãe Sati, Ele mesmo apareceu nesta terra como eu e você. Ele (Deus) convivia com as pessoas e, apesar de todos acharem ele lindo e encantador, não é todo mundo que via Deus mesmo, somente quem tem a pureza de coração via Deus mesmo.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;E quando Ele resolve vir, vêm muitas almas atrás dele. Uma das características de Deus é &amp;quot;Aquele que vem com uma comitiva&amp;quot;, ou seja, quando ele aparece, muitas Almas importantes aparecem junto. E Ele, o filho de Mãe Sati, que é Krishna mesmo, aparecendo de forma diferente, tem sua consorte a Radha, a contraparte feminina de Deus. Tudo isso para começar a explicar o que significa &amp;quot;gadādhara-mādana&amp;quot;, já passamos da metade.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Bem, Krishna vindo como o Filho da Mãe Sati, ele veio para viver como um devoto. Ele teve vida familiar até os 17 anos, eu acho, e depois tomou voto de renúncia e viveu peregrinando por aí. Em outra parte desse mesmo Bhajan ele glorifica Deus como &amp;quot;gṛhijana-śikṣaka, nyāsikula-nāyaka&amp;quot;. Aquele que instrui quem está em vida familiar, mas ao mesmo tempo é a maior inspiração dos renunciantes. Mas voltamos à loucura de Gadhadara.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Sendo ele um devoto a maior parte de sua vida, Radha, sua consorte, queria vir com ele, mas não podia vir como esposa, mulher... porque ele iria renunciar, ela já sabia. Então ela veio como Gadhadara, um homem renunciante, para poder ficar próximo e viajar junto do seu amado.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Então quando ele diz &amp;quot;gadādhara-mādana&amp;quot;. Ele está se referindo ao êxtase transcendental de união da dualidade entre partes masculinas e femininas para se tornar Uno com o Todo. E não em como enlouquecer com isso aos olhos materiais. O Samadhi Supremo, a união de Radha Krishna.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;O néctar escondido em duas palavras no meio de um contexto. Bem, a música diz, se você quer fugir do Cão de Kali, desta era de medo e hipocrisia, basta cantar os nomes do filho da mãe sati, aquele que enlouquece Gadhadara, que instrui as famílias e inspira os renunciantes.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;para escutar por si mesmo: &lt;a href=&#34;https://www.youtube.com/watch?v=mvM3tcH0S9A&amp;amp;list=RDmvM3tcH0S9A&amp;amp;start_radio=1&amp;amp;pp=ygUMa2FsaSBrdWtrdXJhoAcB&#34;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=mvM3tcH0S9A&amp;amp;list=RDmvM3tcH0S9A&amp;amp;start_radio=1&amp;amp;pp=ygUMa2FsaSBrdWtrdXJhoAcB&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Fri, 06 Feb 2026 15:33:21 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/nectar-escondido</guid></item><item><title>Antes fosse somente um &#34;não lotus&#34;</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/antes-fosse-somente-um-nao-lotus</link><description>&lt;p&gt;A beleza do conceito dos &amp;quot;pés de lotus&amp;quot;. Aquele que consegue passar pelo mundo sem acumular reações, mas a beleza é que esse ser age no mundo, mas com tamanha conciência que a ação se torna completa de ação e reação. E assim, como o lotus não se contamina em águas impuras, a alma com &amp;quot;pés de lotus&amp;quot; vem ao mundo sem se contaminar.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;A beleza do conceito é exatamente agir, não é um yogi que entra em samadhi nos himalaias, e claro em samadhi não existe reação. Mas os pés de lotus tem quem age. Quem vem, como Krishna, participa da politica, das guerras, das intrigas... Mas não se contamina. Toda ação de Krtishna é completa.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Agora saindo deste lugar onde nunca habitarei e falemos da nosas vida &amp;quot;não como o lotus&amp;quot;. Quando nos falta consciência, o que fazer ? De certa forma tantar devolver para o mundo tudo aquilo que o mundo me deu. A balança nunca vai se equilibrar. Como eu vou criar algo tão sofisticado como a teoria da computação, ou medicina, quimica.... A balança não se equilibra.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas assim, temos que pelomenos tentar, é o mínimo como ser humano. Não somente pela obrigação, mas porque é a única coisa sensata e divertidada de se fazer.  Imagina uma vida toda direcionada a língua e aos genitais. Tão imerso na maeria que não tem a capacidade de fazer nada além de &amp;quot;dormir, comer, fazer academia pra ficar no shape e copular&amp;quot;. Independente do gênero. Fim.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;h5&gt;Então estamos muito além dos não &amp;quot;lotus&amp;quot;&lt;/h5&gt;&#xA;&lt;p&gt;Estamos no patamar inverso. Nada reverbera, nenhum tipo de arte, nenhum hobbie, nenhum assunto de interesse, nenhuma curiosidade. Nada. Zero. Parede, reboco e as vezes pintura, mas nenhum comodo.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Olham, nem gosto desenvolve, o gosto voluvel é baseado na popularidade da música, ou seja, nem rítica consegue produzir. A não ser a critica daquilo que não está na lista de popularidade.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Sempre existiram ou os zumbis são privilégios da modernidade ?&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Mon, 02 Feb 2026 15:50:46 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/antes-fosse-somente-um-nao-lotus</guid></item><item><title>Orfãos de Philip K Dick</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/orfaos-de-philip-k-dick</link><description>&lt;p&gt;Eu, no auge dos 20 poucos, passei na livraria e vi lá &amp;quot;Fluam minhas lágrimas, disse o policial&amp;quot;. Que nom esquisito de livro com uma capa pscicodélica. 50tão a menos na conta e conheci Philip K Dick. Depois do policial dizer para as lágrimas fluírem, veio o &amp;quot;homem duplo&amp;quot;, &amp;quot;Enigmas de palm alguma coisa&amp;quot;, &amp;quot;O Homem do castelo Alto&amp;quot;.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Um absurdo, todas as obras desse cara é um absurdo. É como se todos esses romances malucos de ficção científica fossem um grande questionamento &amp;quot;O que é a realidade&amp;quot;. E pela perspectiva do PKD realmente é difícil precisar o que realidade é.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Ai eu li &amp;quot;O Crânio&amp;quot;. Não lembro de um conto me deixar tão perplexo, tanto no questionamento quanto na alegoria de explicar . De cair o queixo. Aí você vê que a maioria das ficções legais do cinema são obra dele. Tem um prêmio de ficcção científica chamado &amp;quot;Prêmio Philip K Dick. Realmente a obra dele é meio única.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;corta, vamos alguns anos. Mochilando por aí, comecei a trabalhar num complexo de hotelaria com umas 50 pessoas de todos os lugares do mundo, e lá conversando a Maria falou &amp;quot;você já reparou que a obra de Philip k Dick é uma autobiografia&amp;quot;.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Aí eu fui ler a biografia de Philip K Dick. A impressão que dá é que ele viveu grandes crises existenciais, abuso de drogas, experiências espirituais místicas atrás do que é realidade. E relendo algumas obras e conhecendo outras recém traduzidas é meio que uma teoria muito válida. Por isso parece tão real a leitura, mesmo ele falando de alienígenas, viagens espaciais... Ele ta se perguntando, que é a realidade ? E como a ostra, ele sofreu muito para produzir as obras.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;E quando você se aprofunda você percebe que as obras mais obscuras deles são muito, muito confusas. Escritas por uma mente perturbada.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;E depois de ler PKD você meio que fica órfão. Muita gente na internet buscando em foruns &amp;quot;recomendem livros parecidos com PKD&amp;quot; a resposta é sempre &amp;quot;vc até acha coisas legais, mas nada é igual PKD&amp;quot;&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;a única coisa proxima que eu li eu acho que é Trilogia Neuromancer. Que inclusive ganhou o premio PKD.&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Fri, 30 Jan 2026 14:16:29 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/orfaos-de-philip-k-dick</guid></item><item><title>Macabra coincidência</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/macabra-coincidencia</link><description>&lt;p&gt;Esses dias eu li a chamada para uma notícia: &amp;quot;5 filmes que floparam na bilheteria&amp;quot;, e na foto estava &amp;quot;Clube da Luta&amp;quot;. Depois de googlear o que era flopar e ter certeza de que era o mesmo que &amp;quot;to flop&amp;quot;, eu me lembrei de outra situação. Quando eu escutei &amp;quot;crawdiado&amp;quot;, pensei que era &amp;quot;cheio de crádio&amp;quot;, e achei muito engraçada essa derivação. Mas depois descobri que era de &amp;quot;to crowded&amp;quot;, e achei horrível. Temos &amp;quot;cheio&amp;quot;, &amp;quot;lotado&amp;quot;, &amp;quot;gente saindo pelo ladrão&amp;quot;, &amp;quot;lata de sardinha&amp;quot;, &amp;quot;carnaval de Olinda&amp;quot;. Não precisa pegar emprestado do inglês.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Tem coisas que tudo bem. Estou escrevendo outro texto sobre &amp;quot;stack overflow&amp;quot;: inundação de pilha, transbordamento de pilha... No dia a dia falamos &amp;quot;estourou a pilha&amp;quot;, mas se eu for escrever, é complicado traduzir. Falar &amp;quot;stack overflow&amp;quot; é mais saudável.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas voltando ao flop. Eu fiquei pensando que é difícil comparar a bilheteria de um filme. Um cara entrou no cinema e metralhou geral nos Estados Unidos. Talvez hoje faria o cinema encher, mas na época, em 99 eu acho, foi chocante. Tinha acabado de acontecer Columbine, imagina. O maluco entra e causa o terror numa escola; meses depois, outro cara faz igual no cinema. Foi chocante.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Acho que isso superou a flopagem de longe. Uma macabra coincidência.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Será que o filme inspirou o cara? Será que ele já tinha assistido e voltou lá por causa do conteúdo, ou foi uma macabra coincidência?&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Sun, 18 Jan 2026 23:58:24 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/macabra-coincidencia</guid></item><item><title>O processo</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/meditacao</link><description>&lt;p&gt;Se você se observa por tempo suficiente com atenção suficiente, um fenômeno acontece: Você, com o tempo, consegue entender um pouco o que está acontecendo. E com um pouco mais de tempo, você começa a perceber que praticamente todo mundo tem o mesmo sistema. O ser humano é uma espécie. Uma espécie adaptada a um ecossistema que chamamos de cultura. Dar nome às coisas é uma coisa complicada. Mas voltando, nosso ecossistema dita a linha pela qual todos orbitamos. Essa órbita serve como um contraste, um objeto de comparação. E um objeto de comparação, uma bússola.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Aí, depois de ficar se olhando por um tempão e olhando os outros, você chega a um dilema: Quão sincero eu estou sendo comigo mesmo? Um sistema que esperávamos que fosse idôneo, não é; é absolutamente tendencioso, mas, curiosamente, ele não é tendencioso de forma &amp;quot;racional&amp;quot;, mas de forma &amp;quot;cômoda&amp;quot;. O sistema vai se acomodando. Aí veio o brilho: Adquirir informações para tomar uma decisão consciente e estar atento para tomar essa decisão na hora correta gasta muita energia, dá muito trabalho. E estudar, nem estou falando de saber matemática, decorar versos, ler livros. Estudar a realidade ao redor, o que está acontecendo de fato.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Bem, até agora temos um &amp;quot;o que está no alto é como o que está embaixo&amp;quot;: Nossa relação com a consciência, essa relação &amp;quot;alta&amp;quot;, é exatamente a mesma que eu observo aqui embaixo, nas outras pessoas. A minha consciência é igual à matéria, ou seja, se o ecossistema me insere valores e eu os aceito, não existe diferença entre minha consciência e a matéria, minha mente se moldou à matéria. &amp;quot;eu que me achava tão inteligente&amp;quot; — eu para mim (seja lá o que isso signifique).&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas por mais que adicionemos filosofia, &amp;quot;e a sinceridade, meu chapa&amp;quot;, que ainda coça a consciência. Porque agora que você vê, você pode lidar com o viés, e você chega à segunda conclusão iluminada: Se entender já gasta energia, e lutar? Putaqueupariu, não basta meditar, pensar, refletir, receber bênção de um guru. Você precisa ir para a guerra. Agora eu quero? Quanto eu escondo isso de mim?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Vamos colocar em caixas: Existem vieses de vaidade, de fetiches, biológicos... Mas existe um viés inominável. Como você vai dar nome para isso? Mesmo que a lenda diga para dar nome ao demônio, você entende, você sabe a realidade. Mas você quer?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Sempre caio neste lugar, neste limbo. Onde você questiona nossa própria honestidade. Sempre soubemos deste limbo, deste lugar onde morrem sonhos? Este lugar de fé e esperança dignos de um anticristo. Um buraco negro de existência onde repousa o sono.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Como explicar e chegar lá? Porque nunca acontece? Sempre faltam alguns dedos, sempre falta um pouquinho. Estou quase sendo promovido. Mas minha namorada é tão estável. Mas, bem, agora que está dando certo? Quando eu terminar a faculdade... Quando eu tiver uma casa. Mas uma casa bonita. Mas uma casa bonita, com carro, casa.... O pecado original.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;A sensação de sermos todos Tio Patinhas, que nada e se esbalda na fortuna da vida sem correr riscos, mesmo correndo. Essa é a dor, sabemos que talvez uma brochada do chefe me custe o emprego. Talvez o sol espirre e avarie alguns satélites. Talvez o aquecimento global esteja perto demais.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Esse meio, esse é o buraco negro. E como esse lugar diz sobre nós. Ai de nós, todos têm esse buraco. Tudo faz sentido. Ou nada faz sentido.&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Sun, 18 Jan 2026 23:31:41 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/meditacao</guid></item><item><title>Curioso</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/comeca-de-um-jeito-e-termina-de-outro-curioso</link><description>&lt;p&gt;Pelo viés de Freud, ou como o vejo, ele relaciona vida ao desejo. Numa forma muito resumida: Desejo, logo, existo. Forte, não? A existência baseia-se no desejo. Por um lado, bem diferente da leitura atual, aliás, mas nunca saberemos se Freud concordaria que: Essa também é uma visão naturalmente religiosa.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Porque se pensarmos no contraponto, um ser que deixou de desejar, ele deixa de existir. Que é um ideal religioso de se retirar do mundo, ir para cavernas, mosteiros... Conseguir não dar ouvidos ao desejo até a comunhão divina faz os desejos mundanos parecerem uma piada. Fim. Iluminou-se.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Ao mesmo tempo que tem essa beleza, tem também um lado maniqueísta. Bom e mau, céu e inferno.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas se tirarmos o maniqueísmo, qual a melhor forma de expressar o desejo? (É difícil fazer drama num texto sem utilizar os artifícios espaciais de dar vários enters). Mas a melhor forma de expressar isso é com a curiosidade. Que pode ser vista como uma forma de desejo — no desejo de conhecer —, porém, também não. Se olharmos bem, existem espectros unindo os dois, mas há também locais bem separados de existência.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Observar ao redor nos faz curiosos sem necessariamente ter desejos. Que é onde entra o conceito de contemplação, que reside junto da curiosidade.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Eu posso contemplar tantas coisas na vida sem desejar. Observar formigas trabalhando, as Heliconias nascendo em janeiro. Posso tocar repetidamente no violão várias músicas pelo prazer de tocar. Sem desejo de ser visto, ouvido, percebido. Somente tocar, pela curiosidade de &amp;quot;se eu fizer assim, fica melhor&amp;quot;. Parece um desejo, com a diferença de que não há o que ser alcançado e nem perdas.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;A curiosidade é a chave que abre a vitalidade sem a deturpação do desejo. Como meditar. É pensar e não pensar. É intencionar sem desejo. É uma postura para com a vida, é necessário fazer algo, é necessário ocupar o tempo, logo... qualquer coisa que estiver ao meu redor.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Na vida, há duas chaves e juntas elas abrem todas as portas: Essa é uma, a curiosidade. Ela te leva à próxima, ela te movimenta no único sentido real, para a verdadeira chave que abre todo o resto. Qual chave é essa?&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Sat, 10 Jan 2026 00:08:27 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/comeca-de-um-jeito-e-termina-de-outro-curioso</guid></item><item><title>Bem-vindo ao Veritasium</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/bem-vindo-ao-veritasium</link><description>&lt;p&gt;Eu acompanho o canal do Veritassim a alguns anos, e recentemente eu ouvi um discruso que me tocou. Parece tão sincero e honesto. Claro que fora de contexto vai parecer uma auto promoção, mas realmenta nao o é (ou nao parece)&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Aqui vai um texto gerado a partir da legenda:&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Bem-vindo ao Veritasium.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Eu dava aulas cerca de 15 horas por semana para pagar as contas, mas as outras 40 a 50 horas semanais eu passava fazendo vídeos neste canal — e eu não fazia isso pelo dinheiro. Não acredito que quem começou naquela época fazia isso por dinheiro, pois praticamente não havia retorno financeiro envolvido.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;No meu primeiro ano trabalhando em tempo integral, ganhei apenas US$ 40.&#xA;No segundo ano, ganhei em torno de US$ 12.000.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;O verdadeiro motivo pelo qual eu criei o Veritasium é que ele me permitiu combinar três coisas que eu sempre amei fazer: aprender sobre ciência, ensinar e produzir vídeos.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Eu não entrei nisso para abrir um negócio. Acho que eu seria ruim vendendo coisas. Não sou do tipo que diz: “Você precisa experimentar isso, vai mudar sua vida”.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Em 2015, lancei um kit de modelagem molecular magnético chamado Snetons. Ainda o vendo na Amazon, mas quase não menciono para não incomodar. Acredito que, se você estiver procurando algo assim, talvez encontre.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Raramente peço para curtir, comentar ou se inscrever. &lt;strong&gt;Quero agradecer por assistir, porque imagino que você sabe o que quer fazer&lt;/strong&gt;. E eu não sou um “hacker de crescimento”.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Não vendemos produtos baratos como camisetas ou moletons. &lt;strong&gt;Eu quero que você obtenha mais valor de mim do que eu obtenho de você.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Sabe, a única coisa pela qual eu sou realmente apaixonado é a verdade. E a melhor maneira de chegar à verdade é através da ciência.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;hr&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;a href=&#34;https://www.youtube.com/watch?v=piHGnG4LsmQ&#34;&gt;https://www.youtube.com/watch?v=piHGnG4LsmQ&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;A contemplação da paixao e o amor de alguém materializado.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;É muito bonito ver que para chegar aí, não em números mas em qualidade, você precisa ser grande e assim você passa a tratar a todos com a mesm grandeza. Não subestima. Cada vídeo é um documentário que muitas vezes você precisa pausar, voltar, pensar.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Obrigado&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Sun, 04 Jan 2026 23:25:57 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/bem-vindo-ao-veritasium</guid></item><item><title>Posso ser honesto ?</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/posso-ser-honesto</link><description>&lt;p&gt;Posso ser realmente honesto ? Que frase não!? Essa frase me da a ideia de que aceitamos o fato que nunca somos realmente honestos.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Que dramático.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas quanto existe  de genuino entre &amp;quot;Aquilo que eu quero expressar&amp;quot; e &amp;quot;aquilo quefoi dito&amp;quot; ? Quando foi enfeitado, enviesado, enfatizado para que o outro recege mais doce, mais palatavel. Quem quer ser portador de  más noticias ?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas posso ser honesto ? Acho que não vale a pena tanta honestidade. Mas como eu não vou continuar sendo não tão honesto, eu acho que é uma caminho muito mais agradável manter o que nós pensamos por debaixo de uma persona social, polida e satisfeita. É bem saudável sustentar amizades relações porque um dia elas podem ser úteis. Não viu meu primo, encontrou um amigo do colegial, montaram ums startup e ta rindo a toa.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas sendo bem sincero, nessas relações quem tá enganando quem nessa relações de interesse, vc talvez consiga algo, uma indicação a a qual custo ? Mas assim, por outro lado, é sempre interessante um contatinho para varios casos, quqem não mantem umas coisas duvidosas perto né....&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas assim, falando a verdade, eu acho importante a honestidade, a comunicação direta, estava lendo outro dia sobre a comunicação não violenta e a beleza que pode ser a comunicação, olha eu acho que você devia realmente tentar vai te fazer muito bem! Mas cá pra nós, quem não gosta de descontar nossa decepção gritando com um subordinado ou a esposa... nao da pra mentir né&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas sendo bem honesto, estou muito feliz que você passou no top 20 na universidade, talvez você devesse tentar outra coisa além do teatro, alguma outra coisa correlata como matemática ou astrofisica, acho esse nicho mais a sua cara, mas sem desviar muito do que você quer, imagina quantas convenções você vai precisar ficar no palco, falar horas em publico... Mas a verdade é que o sonho é seu e eu vou te apoiar em qualquer decisão!&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Ai meu deus do ceu, se seu te contar você não acredita!&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Tue, 30 Dec 2025 01:41:38 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/posso-ser-honesto</guid></item><item><title>Lá se vai 2025....</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/la-se-vai-2025</link><description>&lt;p&gt;A terra está prestar a car uma volta inteirinha no sol. E o que me tocou a fazer nessa percurso?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Esse ano foi um ano curioso, eu deixei o monastério pela segunda vez. Diferente da primeira que eu deixei o monastério muito honestamente foi uma saída horrivel. Dessa vez eu saí no desespero e saí bem. Sigo conectado, e sair correndo me deixou com uma ótima sensação de débito. E essas mudanças são sempre estranhas. É chocante, é como viajar no tempo ou no espaço. Você se desnorteia dentre diferentes persectivas de realidade.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Também li bastante neste periodo. A maioria livros devocionais e traduções que fiz em serviço ao meu Guru. Dentro todos acho que Gopala Champu foi muito marcante. Eu traduzi e li mais da metade para os devotos em voz alta, o que me fez mergulhar muito fundo as histórias. Redecobri a historia mais famosa de Krishna, quando ele ergue uma montanha com o dedo. Sempre li e escutei essa história, mas os detalhes deste livro são muito muito doces.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Li também livros não devocionais, mas esse ano não achei nada muito muito empolgante para ler. Até os livros que escolhi de autores que eu já conheço não engrenaram. Não é preguiça de ler, li vários livros, li até um livro dos irmãos Green de contos de fadas esperando versões macabras, mas nada demais também.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;De coisas que eu fiz eu reformei muito a minha casa, gastei a maior parte do meu dinheiro nisso, ela ficou muito mais pronta que antes, mas muito longe de estar pronta. Fiz uma horta, um sistema de irrigação e tenho brotos de tomate, quiabo, melancia, alho, cebola e pimentão. Mas conseguir colher mesmo só ano que vem.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Aqui no mundo virtual eu construi o harmonista, um blog muito simples, mas gostei muito do resultado. Tecnicamente ele é muito eficiente, ele precisa de pouquissimos recursos para sustentar muito conteúdo. Se quem está lendo entende, ele apesar de ter um DB ele gera 100% das coisas estáticas e faz atualizações incrementais, alguns casos precisa apagar tudo (no caso de mudar de tema, url e etc...) mas a recriação é JIT (just in time) ou seja, só recria quando necessário e não gera trabalho atoa. Alem do harmonista eu estou produzindo um Software de Jyotish OpenSource como o [Jaganatha Hora (https://www.vedicastrologer.org/jh/)] ou o [Parashara Light(https://parasharaslight.com/]. Mas está bem distante de estar concluido, ou até mesmo utilizavel. Ainda estou na fase de arquitetura e calculos.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Estou terminando um leitor de RSS nos moldes do Harmonista, também gerando conteúdo estático. A diferença entre esse leitor e qualquer outro leitor será: Enviar automaticamente artigos par ao kindle e gerar &amp;quot;Jornais&amp;quot; diários no lugar da ideai de &amp;quot;caixa de entrada / lista de noticias&amp;quot; Podendo estrelar Fontes e etc. Fazer tudo isso estático é bem mais complexo mas está divertido.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Os panetones que eu assei esse ano ficaram os mais gostosos no sabor, mas a massa eu dei uma errada nas duas fornadas. Uma das fornadas quase saiu boa. Nesse lugar que eu quero chegar algumas gramas fazem muita diferença. Ano que vem com uma cozinha mais equipada quem sabe melhora.&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Thu, 25 Dec 2025 22:05:52 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/la-se-vai-2025</guid></item><item><title>Ciência Universal</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/ciencia-universal</link><description>&lt;p&gt;Se tem uma descriçãos mais bonita de Deus, eu desconheço. &lt;em&gt;Ciência universal é uma tradução poética de Brahma Samhia, a quem pertence esses versos abaixo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;(Brahma Samhita 5.30-33)&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Eu adoro Govinda, o Senhor Primordial, que é maravilhoso em tocar Sua flauta, tem olhos como pétalas de lótus florescendo, Sua cabeça adornada com penas de pavão, Sua figura extraordinária tingida com o cor das nuvens negras de chuva, e Sua beleza única que encanta milhões de Cupidos&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Eu adoro Govinda, o Senhor Primordial, em cujo pescoço balança uma guirlanda de flores embelezada pela lua cheia; cujas mãos estão adornadas com a flauta e ornamentos; Que sempre se deleita em passatempos de amor, e cuja graciosa forma de Śyāmasundara é eterna assim como sua manifestação tripla&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Eu adoro Govinda, o Senhor Primordial, cuja forma transcendental é repleta de extase, verdade e substancialidade, e portanto, plena do mais deslumbrante esplendor. Cada um dos membros dessa figura transcendental possui, em si mesmo, as funções completas de todos os órgãos, e eternamente vê, mantém e manifesta os infinitos universos, tanto espirituais quanto mundanos.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Eu adoro Govinda, o Senhor Primordial, que é inacessível aos Vedas, mas alcançável pela devoção pura e absoluta da alma; que é único, não sujeito à decadência e sem início; cuja forma é infinita, que é a origem de tudo e o puruṣa eterno; contudo, Ele é uma pessoa que possui a beleza de uma juventude florescente.&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Sat, 20 Dec 2025 19:25:37 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/ciencia-universal</guid></item><item><title>Nome aos bois</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/nome-aos-bois</link><description>&lt;p&gt;Esses dias estava me sentindo feliz, mas não alegre. Não sei, foi assim que eu defini, mas isso me fez pensar em como classificamos as coisas no nosso mundo interno.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;O que eu sinto quando, por exemplo, eu compro um item muito caro que eu quero muito? Eu me sinto feliz? Contente ? Alegre? Satisfeito? E a pergunta do milhão: o que eu estou esperando sentir ao comprá-lo? Claro que isso não se atém à compra. Conquistar algo, ficar com alguém, chegar em algum lugar, entrar em um padrão estético... Qualquer coisa, quando eu busco o que eu espero sentir e racionalmente, o que é possível sentir com aquilo.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Quanto à honestidade, é importante no autoconhecimento, né? E refletindo, como é difícil ser honesto. Porque vamos refletir: se eu já tenho um carro e compro outro, na maioria das vezes ele não está &amp;quot;resolvendo um problema de mobilidade&amp;quot;, porque esse problema já estava resolvido anteriormente. Logo, ao trocar de carro (por um melhor, nesta ilustração), eu espero algo além da mobilidade. O que é isso?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Ou ainda mais simples, quando com fome, qual a diferença entre comer algo simples em quantidade satisfatória em comparação a um banquete complexo cheio de sabores? O que eu busco com sabores e sensações...&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Eu acho que tudo isso é uma busca pela felicidade, inerente à existência. Todos os seres vivem por isso, assim conseguimos domesticar as coisas. A conveniência da felicidade.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas aqui é a pegadinha, aqui é onde o nome importa. Aceitamos tudo isso porque trocamos contentamento e satisfação por felicidade. É óbvio de olhar. Se contentamento e satisfação fossem felicidade, não existiria ganância. Chega um ponto em que se chega ao teto da satisfação, de possuir coisas, mas não se tem a paz da felicidade.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Entende o conceito. Felicidade é algo perene, que, quando se alcança, se tem o tão desejado repouso. Isso é tão prazeiroso que não saio daqui por nada. Quem está feliz não se move de lugar, não existe busca, não existe movimento. Mas o contentamento, a satisfação, não têm fim. É um moto-perpétuo: me satisfaço, logo não quero mais. Mas a fome vem e com isso vem a necessidade de movimento para satisfazer-se...&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Sun, 30 Nov 2025 12:01:15 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/nome-aos-bois</guid></item><item><title>Onde houver fé que eu leve a dúvida</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/onde-houver-fe-que-eu-leve-a-duvida</link><description>&lt;p&gt;Estava lá o então presidente na TV falando com toda convicção que o COVID 19 não era nada, uma gripezinha que tomar cloroquina resolve tudo. Com tamanha certeza que é difícil você ver um presidente dizendo essas coisas com convicção, com um médico dando respaldo e não acreditar.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Todo esse show de horrores para ilustrar um curioso estudo: &amp;quot;Efeito Dunning-Kruger&amp;quot; (EDK). É uma relação estatistica entre:  acertividade &lt;strong&gt;versus&lt;/strong&gt; confiança. E o EDK faz uma relação direta entre incerteza e acerto, ou seja, quanto mais confiante alquem está de algo, mais provavel que ela esteja errada.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Que direto não ? Mas não é tão contra entuitivo compreender o porque. Quanto mais sabemos de algo, mais especialista somos mais percebemos que existe um vasto campo a ser explorado e mais variaveis a serem consideradas, mas se sabemos pouco de algo, temos uma impressão clara de &amp;quot;saber o suficiente para tomar decisão&amp;quot; quando não dominamos muito um assunto, e somos ultra-otimistas porque superficialmente tudo parece fácil. Talvez em um mundo mental perfeito onda não existem variaveis seja fácil, mas na vida real...&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Se você perguntar pra alguem que nunca fez uma horta, se esssa pessoa consegue fazer uma horta sozinho no final de semana. Ela vai imaginar que seria trabalhoso, agaxar, enfiar semente, apalainar, mas parece possível para quem nunca fez. Mas alguem que já fez hortas vai saber que precisa de pegar adubo, revirar terra, esperar a época do ano e etc etc etc. Dominar te faz responder &amp;quot;olha, talvez&amp;quot;. Porque voce ta pensando em todas essas variaveis. O Trabalho mental e abstrato não tem precisão&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Como diz Bukolski &amp;quot;O problema com o mundo é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, enquanto as estúpidas estão cheias de confiança&amp;quot;.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas por outro lado, existem vantagems da super-confiança: É confortavel estar perto de alguem assim, temos a sensação de proteção, temos tranquilidade para tomar boas decisões porque eu tenho alguem que sabe. Mas é também perigoso. De fato, é mais fácil ter sucesso a partir da cofiança falsa do que de uma dúvida genuína.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;O estudo diz que estar &amp;quot;calibrado&amp;quot; onde nossa certeza é proporcional ao nosso conhecimento só vem com muito tempo, está nos especialistas. Nosso cérebro gasta muita energia tentando avaliar coisas, e com isso preferimos mentalmente cortar caminho e estabelecer um valor arbitrario do que avaliar o quanto de informação temos. E nós tomamos sempre a decisão: Confortável. Relaxar no &amp;quot;eu sei&amp;quot; é uma deliciosa ilusão até ela ser posta a prova.&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Tue, 25 Nov 2025 14:11:37 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/onde-houver-fe-que-eu-leve-a-duvida</guid></item><item><title>O pior que pode acontecer</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/o-pior-que-pode-acontecer</link><description>&lt;p&gt;O pior que pode acontecer a um ser humano, eu acho, é não ter a concepção do infinito. Ou melhor, não entender que existe um infinito, uma realidade onde o tempo e espaço não existem.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Claro, é complicado realizar ou entender essa abstração de um lugar sem tempo/espaço as um eterno infinito. Não é essa a pior coisa, sem duvida não tirar um tempo da vida para entender é ruim, mas o que quero mesmo dizer é o seguinte&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Imagina uma concepção de vida onde tudo que precisa acontecer, vai acontecer no periodo entre o momento que eu saí de dentro da minha mãe até o momento que eu volto para u útero da mãe terra dentro de uma caixa de madeira. Viver imaginando que isso é tudo que existe é uma tragédia.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;É importante entender que nossa experiência enquanto individuo, com um nome, uma família, habilidades e etc. Sim isso tem um período determinado de existência. Logo, nossa personalidade se vai assim como as roupas de criança se vão quando crescemos, os bichos de pelúcia.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Viver imaginando que é só isso deve ser desesperador. Como diz o rapper 50cent &amp;quot;fique rico ou morra tentando&amp;quot;. Claro, se a vida acaba agora não tem sentido viver no submundo, numa realidade tão cruel quanto a dele. Pela ideia de que a vida é só aqui e agora, faz todo sentido essa filosofia. Como um Yogi da matéria, que faz o mundo desdobrar a sua vontade apostando o máximo possível, a si mesmo. O mesmo caminho, porém destinos diferentes.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Na minha visão, um cara desse, mesmo com excessos de mulheres e substancias está mais perto da santidade do que muita gente de bem, pastores, padres que fazer da vida religiosa uma profissão. Se o 50 mudar o coração e decidir pelo yoga ele está muito próximo do destino, ele já sabe desistir de si mesmo por algo maior.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Olhando por este lado, que a finitude é do individuo e não da vida em si, que é uma constante, sempre haverá vida. Nossa ideal de existência deveria ser experimentar a si mesmo. Não no sentido egoísta de fazer somente aquilo que lhe é conveniente, mas no sentido de experimentar todo o aparato &amp;quot;mental/emocional/psicológico/físico/hormonal&amp;quot; enquanto expostos a situações inevitáveis.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Muito mais belo do que fingir que está no controle e que é aquele que faz escolhas: Se entregar no fluxo da vida, ser um expectador do que um motorista.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;E com essa nossa mania de controle apostar a felicidade no futuro, com a ideia de  que se controla o próprio destino. Tem pensamentos como &amp;quot;eu vou fazer isso, isso e aquilo e vai dar certo&amp;quot;. No final se esforçou mais do que deveria e como existe a expectativa de um resultado ou fica feliz porque aconteceu, ou se frustra se não.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Não tem a ver com ficar parado, tem a ver com fazer o que se deve ser feito, não porque eu quero, não porque eu escolhi. Mas porque assim é, porque isso deve ser feito. Fim.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Com isso você sai do vicio do tigrinho da felicidade e se encontra na maravilhosa estrada do auto-conhecimento.&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Thu, 13 Nov 2025 19:17:37 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/o-pior-que-pode-acontecer</guid></item><item><title>Eu sou aquilo que se conhecendo, se conhece tudo</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/eu-sou-aquilo-que-se-conhecendo-se-conhece-tudo</link><description>&lt;p&gt;O senhor Krishna Diz:&lt;/p&gt;&#xA;&lt;blockquote&gt;&#xA;&lt;p&gt;Eu sou aquilo que se conhecendo, se conhece tudo.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/blockquote&gt;&#xA;&lt;p&gt;O Gita tem um capitulo onde Arjuna, o discípulo, pede a Krishna: Ó meu senhor, ó Deus, ó consciência universal, quem ou o que é Você ?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;E claro, que Krishna, Deus, aquele que criou o criador é inconcebível. Mas ele é inconcebível até concebe-lo. Como qualquer conceito complexo, mas sendo esse o mais complexo dos conceitos.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Imaginemos nos tempos muito antigos, conceber que a terra é redonda, que ela não é o centro do universo, que ela orbita o sol, quando se tinha o conceito concreto que a terra era plana e tudo girava ao redor. Imagina que, naquele momento, imaginar a terra redonda era era &lt;strong&gt;conceber o inconcebível&lt;/strong&gt;, porque naquele tempo, não tinha foto da NASA, modelos complexos explicando, aulas, universidades, livros. Era só alguns cientistas falando com base em matemática e observações e conceitos complexos. Imagina, numa época em que as escolas eram ligadas a igreja, só quem tinha acesso a algum tipo de estudo era a nobreza, uma população praticamente analfabeta. É inconcebível neste contexto, o que agora pra nós é absolutamente simples e óbvio.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Assim como a ideia de que** conhecer aquilo que se conhecendo se conhece tudo** parece uma ideia inconcebível, é impossível para nossa concepção analfabeta de espiritualidade, morrendo de inanição de praticas, de estudo e dedicação. A espiritualidade, a concepção de Deus é como uma academia espiritual, você precisa sempre exercitar, você precisa estudar e construir, pedra por pedra esse conhecimento. Assim, em algum momento uma mágica acontece e se concebe o inconcebível, se compreende tudo. Mas até lá, quando ainda somos glutões de satisfação sensorial, somos dependentes do afeto sensual, enquanto isso não chega, é possível se deleitar da contemplação de um ser que concebeu o inconcebível. A beleza de ver um ser, que vive e flutua na concepção plena de Deus, poder ver, conviver, servir essa existência é na pratica não diferente da concepção de Deus&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Tue, 11 Nov 2025 19:49:18 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/eu-sou-aquilo-que-se-conhecendo-se-conhece-tudo</guid></item><item><title>Porque voltei ?</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/porque-voltei</link><description>&lt;p&gt;Pra isso é necessario entender o porque eu fui. Assim, acho que essa é a coisa mais complicada de explicar, porque a equação só faz sentido se olhado por uma perspectiva especifica.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Tipo, minha relação com a religiosidade é a seguinte: Um momento da minha vida eu &amp;quot;travei&amp;quot; e eu conseguia existir no sentido de ter empregos, tomar banho e cumprir meu papel para sustentar uma existência minimamente normal, mas internamente toda minha energia estava voltada para solucionar um dilema:&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;O que é a vida? O que eu to fazendo aqui ? como isso tudo funciona.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Eu quero enfatizar a dramaticidade de ter um dilema que ocupa praticamente sua vida. Tipo, não era jogo, mulher, comida. Eu lia, estudava, pesquisava, visitava coisas que talvez pudessem ter uma resposta, uma direção para solucionar o dilema.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Ai eu li o Bhagavad Gita, vi que desde tempos imemoráveis as pessoas sofrem com o mesmo dilema que eu, e nesse momento minha jornada por esse mundo indiano/védico começou. Imagina, são tipo 17 anos de busca, estudo e pesquisa sobre o que é a realidade.  Ai cara, eu achei meu Guru, aceitei enxergar a realidade por um viés, por ter fé neste viés (mesmo entendendo que a realidade é infinita e abstrata, é necessário um viés para enxergar o invisível, como olhar um espelho transparente em certo angulo você consegue ver a reflexão). Aqui essa palavra é muito importante: Fé! Não a palavra que, com respeito, algumas pessoas andam no boné, colocam nas redes sociais ou a fé do dia a dia. Mas fé no sentido real da palavra, o sentimento humano que torna possível o finito conceber o infinito. Com fé você compreender a realidade última. Eu acho que este tipo de fé é inconcebível caso não seja vista ou experiênciada. Sabe aquilo que fez Jesus não afundar na água, que fez ele saber que seria traído e ainda assim aceitou seu destino, não como um covarde que não luta, mas como um sábio, um homem de fé. Esse tipo de fé eu to falando. Não a fé que tem um pé na segurança material, é mergulhar no escuro. Vou contar uma historia, mas vou encurtar muito.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Um rapaz qualquer conheceu um mestre espiritual e queria aceita-lo gomo Guru, mas o cara recusou. ele descobriu que ele morava numa caverna nas himalaias. O rapaz escalou lá e falou  - Só saio daqui depois de iniciado.&#xA;O guru disse - Só pulando da montanha!. E o cara pulou.O mestre mandou os discípulos buscarem o corpo, reviveu e o aceitou como discípulo. É isso, nascer para uma nova vida. Você ta preparado ? Pularia da montanha ? Desistiria por completo de quem você é? Virgulas a parte, voltamos&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;E eu realmente aceito que a melhor e mais eficiente trilha para lidar de uma forma muito realista com o sofrimento inerente da existência material é o monastério, mas é muito muito complexa essa solução. Ela não é a solução natural, ela é a solução para quem está pegando fogo. Viver uma vida espiritual é o processo de despir-se da matéria e se vestir de fé, é um processo majoritariamente de perdas e destruições de tudo aquilo que se considera seguro e confiável, como perder um ente querido e muito próximo constantemente. Mas ela funciona se você tem algum senso de urgência, ao mesmo tempo que segura a ansiedade. Sim parecem coisas contraditórias, mas não é. Ter pressa é diferente de não perder tempo.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Agora imagina você contemplando a queda vertiginosa de tudo aquilo que você demorou quase 40 anos pra construir. Por esses 15 anos de processo consciente vamos dizer assim, muita coisa já se foi, já tem um costume a ta coisa. Mas ir no monastério é como colocar esteroides nesse processo. Empacotar o sofrimento de várias e várias vidas em curto espaço de tempo, num só gole deveras saboroso.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Esse processo monástico é um processo de vidas, várias vidas. Vivendo lá é meio claro ver a aderência e a dificuldade das pessoas que passam. Como são vidas, as vezes temos doses homeopáticas de destruição, as vezes doses cavalares sem anestesia. As vezes precisamos aceitar a derrota e voltar para lamber a ferida, se curar, e ir uma vez mais com mais explosivos, até o processo ser menos doloroso. Isso pode demorar o quanto precisar. O tempo não importa nessa equação, todos em certo sentido estamos no mesmo processo, alguns só não sabem e sofrem gratuitamente, outros entendem o processo e atuam na medida do possível para favorecer-lo.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;E assim segue a vida. Mas o que eu vou te falar é o que mudou a perspectiva da minha vida, quando eu me questionei profundamente:&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Como as seres conseguem viver e tomar decisões sem se preocupar de fato com qual jogo estão jogando? Existem dois jogos a serem jogados: Quando você entende e treina como manual; Outro é apostando.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Óbvio que na complexidade humana, exite muito que se faz intuitivamente pelo entendimento abstrato e subjetivo da vida, mas não estamos falando da ação em si (Salvar alguém sem intenção tem o mesmo valor de fazer um esforço deliberado para tal?). Por isso estamos falando da consciência. Quão consciente você é em compreender  o que está acontecendo, o que é a vida e como funciona este processo ?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Basta assinar o plano light e ler o Bhagavad Gita que você alcança a perfeição prometida. Claro que não, são vidas de dedicação e desenvolvimento de fé, e aí talvez despertar algum interesse genuíno sem uma relação comercial de troca e simplesmente se entregar ao processo, se tornar o processo.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;No final, de dentro nós traduzimos toda essa questão para &amp;quot;como viver sem um Guru&amp;quot;. Mas acho esse aforismo complexo de compreender visto de fora&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Mon, 10 Nov 2025 01:57:53 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/porque-voltei</guid></item><item><title>O pássaro livre</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/o-passaro-livre</link><description>&lt;p&gt;Eu já me acostumei a música paraense, as vezes eu abstraio e ela desaparece e as vezes eu me divirto com os absurdos da letras. Eu acho que ou ninguém presta atenção na letra ou os ouvintes tem um estilo de vida deveras duvidoso. Mas tudo bem, eu acostumei com as paródias de musicas em em inglês, esses dias eu ouvi uma paródia de uma música da época da MTV tipo allanis Morissete e morri de rir.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas esses dias, eu entrei no ônibus e estava tocando Freebird do Lynard Skynard, a banda com o nome mais difícil de escrever do muindo do rock. Desacreditei, fiquei imaginando a solidão do motorista de onibus paraense que na verdade curte um rock and roll e não gosta de zoada e brega. Esse cara nunca terá amigos, pra poder ir em qualquer show vai precisar viajar até outro estado muito longe daqui. Aqui onde eu moro, a cena do rock é inexistente. Claro que tem gente que ouve rock, é uma cidade grande, mas ter bandas, casa de show ou um submundo do rock, não. Reggae você até acha, mas rock.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Se não fosse o &amp;quot;falo com o motorista somente o essencial&amp;quot; eu perguntava pra ele, mas fiquei no meu mundo imaginário e comecei a pensar, qual será a próxima música, já que é uma musica longa e da tempo de perder muito tempo com especulações mentais. Será que é Led Zeppelin ? Hotel California que é mais palatável...&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;E não podia ser outra, acabou free bird e começou o brega, e todos os 40 minutos de viagem, nem sombra de rock and roll.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Qual será a história dessa musica na vida dele ?&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Sun, 09 Nov 2025 11:31:34 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/o-passaro-livre</guid></item><item><title>Micro manifesto</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/micro-manifesto</link><description>&lt;p&gt;Pelo mundo com somente o necessário. Exceto o interior.&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Thu, 06 Nov 2025 13:05:47 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/micro-manifesto</guid></item><item><title>O dia que eu me senti velho.</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/o-dia-que-eu-me-senti-velho</link><description>&lt;p&gt;Eu passei um bom tempo da minha vida meditando em &amp;quot;o que torna um ser adulto&amp;quot;. Temos várias abordagens pra essa pergunta. Podemos olhar para fisiologia do corpo e dizer que quando o corpo consegue se reproduzir, pode-se dizer que é quando o corpo atinge uma estabilidade e adquirimos &amp;quot;aparencia de adulto&amp;quot;. Mas também é bem abstrato. Podemos pensar, como a lei, podemos deliberar um número. Podemos olhar pela perspectiva da responsabilidade social, a partir do momento que eu sustento um processo como uma família, um filho, um projeto. Tantas formas de olhar.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas acho que nada disso fez-me sentir adulto. Bem, não sustentei família por muito tempo, meu casamento com enteada durou 3 anos. Em contrapartida fui empresário e, junto com um sócio, gerávamos alguns empregos. Sustentei um processo espiritual, sustentei 12 anos de carreira. Mas nada disso de fato &amp;quot;me fez adulto&amp;quot; ou me fez sentir como adulto.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Olha, eu fui um ser precoce. Comecei trabalhar aos 16 por vontade própria. aos 21 eu tinha 5 anos de carreira. Depois larguei tudo e viajar. Aprendi a ir e vir deste mundo corporativo. Trabalho uns anos, depois viajo outros anos, e assim me fiz. Então, por mais caxias que seja trabalhar com computador, tenho um lado &amp;quot;descolado&amp;quot; que imaginamos &amp;quot;nunca envelhecer&amp;quot;. Mas de fato eu não sei pra qual lado essa informação pesa.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Dito tudo isso, estava eu em na minha última viagem, estava em um hostel, e pela primeira vez em meses viajando eu encontrava um hostel com uma quantidade considerável de gente, e a noite tinha um evento e estávamos lá, umas 15 pessoas na flro dos 20 muito poucos anos. Europeu pré-faculdade, ano sabáticos e coisas assim. E depois de bastante conversar eu entendi uma verdade chocante: Os valores, o status quo que eu busco, qual o significado daquela experiência, que a vida inteira viajando sempre foram os valores compartilhados, naquele momento eu percebi que já não era mais. Esta geração, o status quo atual, os valores atuais são novos, modernos. Óbvio que existe um lugar de diálogo, mas eu realizei que &amp;quot;somos de gerações diferentes&amp;quot;. Mas mais do que isso, ocupando este lugar de viagem, de mochilar, de explorar, não estou mais &amp;quot;eu&amp;quot;, mais meu mundo. Ele está ocupado pela nova geração.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Me choquei em realizar isso. Mas o sentimento é curioso, algo como &amp;quot;É sério que alguém achou algum gosto superior a este&amp;quot;. Eu não acreditava, como que alguém depois de apresentado a isso, rejeita isso. Mas claro, tudo isso está diretamente relacionado com o circulo social, a época e recursos da época. Assim que muito das coisas qu eu fazia chocava meus pais. E assim uma geração choca a outra e segue seu caminho.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Depois do choque foi lindo realizar. E agora alguns anos depois disso, eu acho que a definição de adulto é exatamente esta, quando tudo dentro de você se estabiliza. E isso organicamente acontece por fazes. Pouco a pouco, do mais simples ao mais complexo se estabiliza. começando pelo corpo até o Antakarana ou o aparelho interno, o sistema mental-emocional-intuitivo. Então, respondendo a minha própria dúvida, não existe uma linha, existem linhas.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;E curiosamente, não sei se por experiência ou por coragem, mas daqui de um lugar estável, e consigo vislumbrar o que é a velhice e qual o desenrolar de agora com muita clareza e calma eu consigo entender o que é a velhice muito diferente de quando eu era jovem tentando vislumbrar a adultice.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Papo de velho. Tchau&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Wed, 05 Nov 2025 12:47:15 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/o-dia-que-eu-me-senti-velho</guid></item><item><title>O processo é lento</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/o-processo-e-lento</link><description>&lt;p&gt;Como é sublime o processo. É quase intangivel como um conceito, mas é concretizavel na pratica. Quase não chega a ser uma coisa, é como uma postura para com a vida. Muitos confundem o processo como uma cartilha de certo e errado. Mas se confunde o manual com o resultado do manual, o certo e errado é para moldar a mente e não o fim, seguir as regras não te faz aderente ao processo.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Se existe a compreensão que somos somos livres, depois do processo temos a certeza que não. Se enxergávamos a liberdade como algo &amp;quot;Gratuito&amp;quot; você passa a entender a liberdade como a mais cara das coisas. Você tem certeza que para sentir um mínimo sabor de ser livre você precisa de muito treinamento. Treinar para fortalecer a força de vontade, moldar na marretada o formato da mente, correr uma maratona de distancia da identificação com a matéria. Esse é o processo, e o processo é lento! O processo é a academia holistica do ser. Mais do que mente sã e corpo são, aqui é eliminar a associação com a mente e a destruição completa do entendimento que você é o corpo. Ai depois, só depois você navega nos prazeres da existência de lótus, que flutua sem tocar a matéria.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas até lá é um atletismo, mas não um atletismo justo, de quem nasceu em uma família de atletas, sempre fez exercício. É sedentário viciado em coca cola colocado para treinar a maratona. Você é colocado para encarar o monstro que você é, que eu sou. O monstro que cada um de nós é e utilizamos mascaras para cobrir. E não é só encarar, ai seria fácil, Mas é estar confortável com a presença constante da natureza materialista que temos gritando no seu ouvido. Não gritando como o filho da vizinha que você sorri e sabe que isso passa. Você passa a ser o filho da vizinha e se irrita com o próprio grito. O processo é lento. Ele não exorciza o demônio interno, ai seria fácil, como igrejas modernas, chega lá o líder fala uma palavras, coloca a mão em você e pronto. Não meu amigo, o processo é convidar o demônio interno pra comer. E comer o almoço dia a dia e comer pizza. Você convida o demônio pra cantar, pra existir junto de você. Você percebe que não é diferente do demônio. Ai a dor de se enxergar como o problema, ai a dor de estar errado, ai de nós!&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;A existência material não cessa nunca, então vamos divinizar o demônio. Depois de tantos filmes de ação, depois de entender que nós devemos matar o malvado, destruir o malvado, sujar o nome das ameaças, devemos picar em pedaços e esconder o corpo dos malvados pra ninguém nem saber deles. Depois de aprender tudo isso, que fácil seria que aperta um botão, fala umas palavras, exorciza e fim. Liberado. Como alguém acredita num processo rápido desses, eu já não disse que o processo é lento?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Como ter livre arbítrio sendo tão descontrolado? Esse é o frenesi, você acha que chegou naquele ponto, naquele lugar de paz. &amp;quot;To no meio do mato&amp;quot;, com vestes laranjas, desapegado, careca. Nada mais importa! Só importa o que alguém falou, e o outro fez e virou comentário, e a outra pirou, e alguém roubou uma moto, não pode ser.... Ai, só aí você se dá conta que não importa o objeto, a mente sempre foge. A paz não é exterior. E no meio de tudo isso, do meio desta normalidade da vida, você precisa praticar. Ler, estudar, decorar, meditar, cantar, aprender, cozinhar. E demônio tá lá pra te lembrar. O processo é lento! Ai de quem se acha de coração bom, ai quem se acha &amp;quot;a melhor especie&amp;quot;, ai que sem acha algo diferente de um pilantra.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas vou te falar o que não faz nenhum sentido a não ser que você esteja no processo: Tudo isso, todo esse mundarel de gente vivendo lá, tudo isso é sustentado por 1 só pessoa. Não todos os processos, mas esse processo ai que to falando. Essa comunidade, esse povo que larga tudo e vai pra lá, é tudo sustentado por uma só pessoa.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Quando se diz sustentado é uma palavra complexa de entender, mas é como o sol que sustenta o sistema solar, tudo orbita o Astro Rei. Ali é o mesmo, cada ser humano ta no seu próprio processo, uns foram planetas e viraram anões, outros são habitáveis, outros tem uma atmosfera ácida, outros são gelaaados.... Cada um no seu processo, mas existe um  assombroso ser, que de grande que mantém tudo coeso, que já são sabe se ele é o processo ou o processo é ele. O alguém que o processo já ta rápido, mas que sabe que o processo é lento.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;O processo é lindo! O processo não tem a ver onde você está, com qual roupa você se veste, qual sua profissão. O processo é perene. Existe sempre, sempre existiu e sempre existirá.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Fuja da sinistra e venenosa cilada do &amp;quot;Todos os caminhos levam ao mesmo lugar&amp;quot;. Por mais que todos os rios repousam no mar, alguns chegam na parte quente do mar, outros na parte fria, outros em ilhas, outros existe de forma submarina. Cada rio, cara caminho leva a características de um mesmo todo. Mas o adorador de Jesus não concebe a realidade inconcebível da mesma forma que um adorador de Ganesh. Para formato de consciência um a realidade se acomoda de um jeito. Esse é o conceito que acomoda a tudo, incluindo todas as diferenças.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Estamos sempre atrasados pro processo, mas não podemos ter pressa e é bom evitar perder tempo porque o processo é lento!&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Tue, 04 Nov 2025 22:39:05 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/o-processo-e-lento</guid></item><item><title>Régua de consciência</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/rgua-de-conscincia</link><description>&lt;p&gt;Uma das consequências de se aprofundar e aprender outra língua é a oportunidade ou talvez até necessidade de se aprofundar na sua própria língua. Se relacionar em quais partes temos mais sofisticação e quais somos mais rudimentares e, com um pouco de atenção, talvez perceber a relação da linguagem com a cultura e a consciência de um povo.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;E é necessário porque precisamos dialogar e acomodar conceitos entre os dois mundos, se parar para pensar, por mais poliglota que possamos ser, sempre existe uma base referencial  na língua e cultura mãe. Sempre teremos um viés. Dificilmente um brasileiro vai falar qualquer outro idioma sem algum recurso de expressar sentimento. Línguas onde entonação e controle emocional são exigidos para ser entendidos como o japonês, o sânscrito, são complicadas para nós latinos, que por mais sutil que avô e avó soa para o ouvido, na maioria das vezes estamos escutando muito mais o sentimento, emoção e intensidade expressas do que quem é de fato o sujeito da oração.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Bem, Para ilustrar isso na pratica, vamos a um verso da minha tradução:&lt;/p&gt;&#xA;&lt;blockquote&gt;&#xA;&lt;p&gt;ekaa &lt;strong&gt;ahamkritih&lt;/strong&gt; anyaa syaat /&#xA;&lt;strong&gt;antahkarana&lt;/strong&gt; roopinee.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/blockquote&gt;&#xA;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Antahkarana&lt;/em&gt; significa aparelho interno, ele se refere a nossas capacidades de memória, discernimento, compreensão e etc. Em certo sentido vai entrar força de vontade, retidão em relação a valores. Essa é até mais fácil. Claro que para uma só palavra nem tanto. Mas o bom é que não temos nenhuma palavra que sintetize isso então é necessário explicar. mas &lt;em&gt;Ahankritih&lt;/em&gt; que está flexionando &lt;em&gt;ahankara&lt;/em&gt;, aquele que faz, o fazedor, o Ego. Mas o Ego aqui é diferente do aqui aí, é perigoso. É uma palavra que é fácil dizer eu entendi, e não entender nada e se manter mergulhado em si mesmo, então como traduzir &amp;quot;aquele que faz&amp;quot; em algo que não seja ego ?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Nesse momento percebemos quão sofisticado eram os antigos na vontade de entender a si mesmo, de entender que existe o &lt;em&gt;antakarana&lt;/em&gt;, se existe o aparelho interno, se a memória e o discernimento são objetos, quem é o sujeito ? Se eu não sou a mente, e logo não sou o corpo, quem sou eu ? Esse [e o caminho que a sofisticação de um povo que estudou a si mesmo.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Como acomodar tamanha transcendência, tamanha complexidade de conceitos que uma civilização adquiriu por eras e mais eras condensado em conceitos, e agora querendo desenterrar isso e encaixar em uma civilização materialista, determinista, sem fé. Por isso, se aprofundar em outra língua te faz criar recursos absurdos, te faz caminhar por lugares absurdos para acomodar o inacomodável.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Eu ia traduzir ahankara como &amp;quot;natureza material&amp;quot;, mas é um absurdo de genérico, apesar de ter certa elegância eu achei meio feio. Ai eu fui para &amp;quot;matéria enquanto realidade última&amp;quot;, passei a mão e tirei o última: &amp;quot;matéria enquanto realidade&amp;quot;. Eu achei quase, mas preciso urgentemente tirar uma palavra dessa definição. em um dos versos encaixou assim com a palavra a menos&lt;/p&gt;&#xA;&lt;blockquote&gt;&#xA;&lt;p&gt;A identificação da consciência refletida com a &lt;strong&gt;realidade material&lt;/strong&gt;, é similar à identificação do ferro que ganha luminosidade pela ação do fogo. Este sendo iluminado trás as características da consciência para a &lt;strong&gt;realidade material&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/blockquote&gt;&#xA;&lt;p&gt;Agora, o que o leitor vai copmpreender por realidade material já um trabalho pra semiotica.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Nitai Gaura Hari Bol&#xA;(por essa você não esperava)&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Mon, 03 Nov 2025 20:20:00 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/rgua-de-conscincia</guid></item><item><title>A mágica da tradução</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/a-mgica-da-traduo</link><description>&lt;p&gt;O livro começa com esse aforismo:&lt;/p&gt;&#xA;&lt;blockquote&gt;&#xA;&lt;p&gt;A forma é percebida, o olho percebe.&#xA;O olho é percebido, a mente percebe.&#xA;As modificações da mente são percebidas, a Testemunha percebe.&#xA;Esta (a Testemunha) não é percebida.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/blockquote&gt;&#xA;&lt;p&gt;E fala sobre como distinguir entre o que ou quem sou eu, e aquilo que não sou eu, ele utiliza a palavra &lt;em&gt;Viveka&lt;/em&gt;, que significa: Separar; Diferenciar; Discernir. o Título completo é &lt;em&gt;Drig Dishya Viveka&lt;/em&gt; as outras palavras tem a a mesma raiz dando a entender que são opostos, são dois pontes de vista a partir de um centro. Tem aquele que percebe e aquele que é percebido. Difícil traduzir isso &amp;quot;A distinção entre quele que vê e aquilo que é visto&amp;quot;, &amp;quot;distinção sobre sujeito e objeto&amp;quot;.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;ele continua falando da mente (aquela que assumimos ser assistida pelo sujeito):&lt;/p&gt;&#xA;&lt;blockquote&gt;&#xA;&lt;p&gt;a mente adquire propriedades da Testemunha&lt;br&gt;&#xA;assim como o fogo fica luminoso quando exposto ao fogo&#xA;e assim parece que a matéria inerte tem vida&#xA;pela exposição a Testemunha&lt;/p&gt;&#xA;&lt;/blockquote&gt;&#xA;&lt;p&gt;Tudo isso, para perguntar, como traduzir &lt;em&gt;Drig Dryshya Viveka&lt;/em&gt; para português ?&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Eu primeiro escolhi:&lt;/p&gt;&#xA;&lt;ul&gt;&#xA;&lt;li&gt;A investigação entre a natureza daquele que vê e aquilo que é visto&lt;/li&gt;&#xA;&lt;/ul&gt;&#xA;&lt;p&gt;Eu gostei honestamente mas não tem o impacto, a perfeição de expressar tanto com tão pouco.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;minha atual versão:&lt;/p&gt;&#xA;&lt;ul&gt;&#xA;&lt;li&gt;Como distinguir o objeto do sujeito.&lt;/li&gt;&#xA;&lt;/ul&gt;&#xA;&lt;p&gt;Eu gostei porque se você conseguir ler de vagar, todas as palavras são igualmente grandes. Ficou curto o suficiente para se processar todas as palavras. Eu quis tirar o Como e ficar &amp;quot;Distinção entre sujeito e objeto&amp;quot; mas me soou como um livro de matemática, que tem lá suas semelhanças, mas não tem calculo. no começo pensei que daria um ar auto-ajuda, mas acho que o como humanizou, porque o resto depois do como, anula qualquer auto-ajuda moderno.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Se pensarmos na materialidade da vida enquanto meta, este é um livro de auto-sabotagem. Ele te sugere ir por caminhos curiosos.&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Mon, 03 Nov 2025 20:19:38 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/a-mgica-da-traduo</guid></item><item><title>Você é unico</title><link>https://harmonista.org/@/vedavitao/voc-unico</link><description>&lt;p&gt;Cada época conta uma mentira lisonjeira ao seu povo.&#xA;A nossa diz: “você é único.”&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;É uma boa história — vende esperança aos ansiosos, consolo aos perdidos e autoajuda aos medíocres.&#xA;Promete dignidade sem conquista, validação sem esforço.&#xA;Mas essa “singularidade”, tal como é vendida hoje, é um sedativo: embala o ego e adormece a vontade de ser excepcional, convencendo-nos de que já o somos.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;A biologia não conhece o conceito de “único”. Ela opera em variação.&#xA;Nós, humanos, somos iterações — versões ligeiramente modificadas de um mesmo design.&#xA;Desejo, medo, fome, amor: os mesmos códigos rodando há milênios, reescritos em novos corpos.&#xA;O rosto humano muda, mas o olhar é sempre o mesmo — o da persistência.&#xA;Cada romance, rebelião ou vingança é uma variação antiga em uma nova pele.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;A evolução não é artista — é engenheira.&#xA;Não busca beleza, busca eficiência.&#xA;O floco de neve acredita ser único, mas a tempestade não se importa.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Chamemos isso de “A Repetição Psicológica.”&#xA;Carl Jung viu o que poucos veem: o “eu” é uma colagem de arquétipos — o herói, a mãe, o trapaceiro, a sombra.&#xA;Vivemos mitos antigos, apenas com figurinos novos.&#xA;O fundador de startup revive Prometeu; o influenciador, Narciso; o rebelde, Ícaro com Wi-Fi.&#xA;Nada é novo — só mais alto, mais rápido, mais visível.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Nossos sonhos e medos são ecos antigos.&#xA;A mente se acredita única porque só enxerga o próprio fragmento — não o arquivo inteiro da espécie.&#xA;Cada um de nós é um nó que vibra num padrão que se repete.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Agora, o “Aviso Filosófico.”&#xA;Os antigos desconfiavam dessa fome de ser especial.&#xA;O Bhagavad Gita subordinava o eu ao dharma, à ordem maior.&#xA;Os estóicos desprezavam a vaidade.&#xA;Os budistas chamavam a individualidade de ilusão.&#xA;Confúcio via sentido não na singularidade, mas na harmonia dos papéis — pai, filho, governante, cidadão.&#xA;Para eles, querer ser único não era iluminação — era confusão.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Antigamente, a individualidade era função, não identidade.&#xA;O “eu” existia como parte de algo maior — família, cidade, cosmos.&#xA;O significado nascia da participação, não da distinção.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Mas chegou a Indústria do Conforto.&#xA;A modernidade virou o espelho e declarou o eu soberano.&#xA;“Seja você mesmo.”&#xA;“Você é especial.”&#xA;“Siga sua paixão.”&#xA;Slogans lapidados por marketing e terapia até soarem como mandamentos.&#xA;O que se vende como libertação é, na verdade, sedação.&#xA;Quando a singularidade é um direito de nascimento, a excelência se torna opcional.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Essa indústria prospera mantendo as pessoas confortavelmente medianas — e convincentemente extraordinárias.&#xA;As redes sociais aperfeiçoaram a ilusão: bilhões de vidas intercambiáveis, cada uma gritando por atenção sob a bandeira da individualidade.&#xA;O algoritmo não busca originalidade — busca previsibilidade.&#xA;É a conformidade disfarçada de expressão.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Podemos chamar de “A Repetição Sociológica.”&#xA;Os papéis mudam, as necessidades não: poder, pertença, reconhecimento, transcendência.&#xA;Reis e CEOs performam o mesmo rito de hierarquia; ascetas e minimalistas, o mesmo ritual de renúncia.&#xA;Civilizações trocam de estética, mas mantêm o mesmo sistema operacional.&#xA;A história é uma sala de espelhos — e cada geração jura ser diferente enquanto apenas cita a anterior.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Se o ser humano não é único, o que pode ser?&#xA;Cru.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;A raridade não se herda, constrói-se.&#xA;Pela profundidade, não pela diferença.&#xA;Pela maestria, não pela novidade.&#xA;O raro não é o que se destaca — é o que se aprofunda.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;O artesão, o pensador, o guerreiro — não buscam singularidade.&#xA;Buscam refinamento.&#xA;E, ao fazê-lo, tornam-se irrepetíveis — não por design, mas por consequência.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;As civilizações antigas viam o eu como ponte entre o que veio antes e o que virá depois.&#xA;O homem moderno, obcecado em ser único, cortou essa ponte.&#xA;Confunde ser visto com ser significativo.&#xA;Mas visibilidade não é imortalidade.&#xA;O que perdura é o que se integra — o que contribui para a arquitetura contínua do pensamento e da ação.&lt;/p&gt;&#xA;&lt;p&gt;Rejeitar a singularidade não é negar a individualidade.&#xA;É lembrar que o eu não é monumento — é fluxo.&#xA;Um processo que carrega mentes, genes e memórias de milênios.&#xA;A tarefa não é se separar, mas continuar.&lt;/p&gt;&#xA;</description><pubDate>Mon, 03 Nov 2025 20:18:43 +0000</pubDate><guid>https://harmonista.org/@/vedavitao/voc-unico</guid></item></channel></rss>